Quem sou eu

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Acredito que o coração humano é o solo mais fértil que existe, no qual podemos plantar e colher estrelas... Acredito que as palavras são sementes preciosas. Acredito que a eternidade nos pertence desde sempre, pois dela viemos e para ela voltaremos. É muito bom saber que somos companheiros de viagem.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

FOI ASSIM
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(Fátima Guerra)
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Foi assim,
como se não houvesse sido
de repente,
desde a primeira vez
em que te vi,
tu foste parte de mim,
naquele instante,
desde sempre.
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Santos-14/04/11-16:45

quarta-feira, 6 de abril de 2011

MOMENTO AZUL
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(Fátima Guerra)
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Subo os degraus
da minha torre imaginária,
para sentar-me lá em cima,
no terraço, onde posso observar a imensidão...
A paisagem parece coberta
por uma fina camada de azul,
e o horizonte filetado de dourado
vem arrematar as bordas
deste cenário irreal...
À minha esquerda,
o passado despeja uma modesta vila
de casas pequeninas e aconchegantes,
com suas janelas abertas e iluminadas,
varais exibindo roupas perfumadas
a serem recolhidas no início da noite,
árvores frutíferas, flores,
cheiro de assados, pães e bolos
que encantavam as refeições noturnas...
À minha direita, o futuro oferece sua estrada sinuosa
que serpenteia em inúmeras curvas,
onde o vento brinca em espirais de areia,
num caminho trançado entre luzes e sombras...
Suspiro.
O olho da lua abre sua pálpebra
na amplidão e deixa vazar uma suave claridade
sobre mim.
Ajeito uma almofada de nuvens,
para acomodar meus sonhos quase adormecidos,
e mergulho no céu infinito,
em busca de cardumes de estrelas coloridas,
até que a realidade me desperte
numa nova manhã em minha vida.

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Santos-06/04/11-17:52

sexta-feira, 1 de abril de 2011

UMA VEZ MAIS
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(Fátima Guerra)
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Aonde foram parar os medos,
a insegurança e a solidão?
O que foi feito dos sonhos desfeitos,
das promessas feitas, da decepção?
Ah!
Eu já sabia que o amor, algum dia,
de novo viria pedir meu abrigo...
É sempre assim:
se ele reaparece,
o sonho se esquece do eterno perigo...
***
Santos-01/04/11-22:30

domingo, 27 de março de 2011

 SOLIDÃO
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(Fátima Guerra)
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As cortinas quase cerradas
deixam vazar as poucas luzes deste final de tarde,
que empalidecem as cores das fachadas,
embrulhando o dia numa discreta capa perolada,
com a qual desliza sobre as horas silenciosas.
No horizonte, os montes estão delineados
por linhas cor-de-rosa,
e as árvores surgem como vultos enegrecidos,
silhuetas despenteadas pelo afago do vento ...
Mansamente, os dedos da noite
começam a tingir a vastidão do céu,
invadem minha sala,
penduram sombras pelos cantos,
apagam alegrias,
enquanto acendem as primeiras estrelas
e uma lasca de lua prateada, no infinito ...
É a solidão que traz a tua voz de volta,
que mostra a distância que nos separa,
a indiferença que nos fere,
a lembrança de que tudo era tão bonito,
quando os teus olhos traziam
a tua paisagem para dentro dos meus !
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Santos-01/09/11-18:15

domingo, 20 de março de 2011

RIR DE SI MESMO
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(Fátima Guerra)
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Aprende a rir de ti mesmo,
das tuas falhas e incapacidades,
desbanca o teu orgulho
e a tola vaidade,
tenta outra vez, pois,
errar nos faz humanos...
Refaz teus planos,
conta a tua história,
deixa que a vida encontre
outro caminho,
brinda ao destino,
seja água ou vinho,
mas ergue a taça da Felicidade.
***
Santos-20/03/2011-17:30

quarta-feira, 16 de março de 2011




HORAS NOTURNAS
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(Fátima Guerra)
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A noite vai ser longa.
As nuvens erguem castelos,
pelos quais meus olhos passeiam devagar.
Há mistério e magia pelo ar,
como se, saídos das sombras,
invisíveis seres nos espreitassem,
à espera da celebração de seus secretos rituais.
Enquanto as estrelas pingam brilhos
em minhas retinas encantadas,
o céu vem aninhar-se no meu coração.
Se a noite cabe inteira nos meus olhos,
o infinito faz parte da minha emoção.
Nestas horas noturnas, iguais a estas,
quando minh’alma é inteiramente tua,
despes teus medos e vens vestir meus sonhos,
e então te encontrarei,
neste leito da lua.
***
Santos-16/03/11-13:20

sexta-feira, 11 de março de 2011

EU TE OFEREÇO FLORES
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(Fátima Guerra)
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(1º aniversário deste blog)
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Nesta flor, eu te ofereço todas as outras,
desde as mais exuberantes, nascidas em países distantes,
até os botões esquecidos que suspiram sonhos coloridos,
entre os vãos das pedras esculpidas pelos ventos,
torrões de terra perdidos no tempo...
Também ofereço as flores que, no meio das matas,
estremecem ao batuque dos cantos tribais,
e aquelas que o vento arrepia em folclóricas melodias,
fazendo a lua vir dançar...
Flores num vaso de cristal, enfeitando um jantar.
Flores nas encostas, nos ramos, nos canteiros,
nas colinas...
Flores orvalhadas nas manhãs,
banhadas pelo sereno do entardecer,
carregadas de fragrâncias exóticas ou não,
pálidas como a neve ou rubras de emoção.
Enfim, com esta flor,
eu ofereço a ti tudo o que sou.
Cuida de mim, por favor!
Nasci por ti.
Sou o Amor.
***
Santos-12/03/11-02:05

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