Quem sou eu

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Acredito que o coração humano é o solo mais fértil que existe, no qual podemos plantar e colher estrelas... Acredito que as palavras são sementes preciosas. Acredito que a eternidade nos pertence desde sempre, pois dela viemos e para ela voltaremos. É muito bom saber que somos companheiros de viagem.

sexta-feira, 11 de março de 2011

EU TE OFEREÇO FLORES
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(Fátima Guerra)
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(1º aniversário deste blog)
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Nesta flor, eu te ofereço todas as outras,
desde as mais exuberantes, nascidas em países distantes,
até os botões esquecidos que suspiram sonhos coloridos,
entre os vãos das pedras esculpidas pelos ventos,
torrões de terra perdidos no tempo...
Também ofereço as flores que, no meio das matas,
estremecem ao batuque dos cantos tribais,
e aquelas que o vento arrepia em folclóricas melodias,
fazendo a lua vir dançar...
Flores num vaso de cristal, enfeitando um jantar.
Flores nas encostas, nos ramos, nos canteiros,
nas colinas...
Flores orvalhadas nas manhãs,
banhadas pelo sereno do entardecer,
carregadas de fragrâncias exóticas ou não,
pálidas como a neve ou rubras de emoção.
Enfim, com esta flor,
eu ofereço a ti tudo o que sou.
Cuida de mim, por favor!
Nasci por ti.
Sou o Amor.
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Santos-12/03/11-02:05

terça-feira, 8 de março de 2011

CINZAS
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(Fátima Gueera)
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Amanhã nasce pálida de cansaço,
surgindo depois de uma noite de folia...
O som dos batuques vai se dissipando
no final da rua,
assim como a multidão que se dispersa
em grupos abatidos,
arrastando seus corpos exaustos ,
sorrisos frouxos, vozes enrouquecidas.
O ar transpira nostalgia,
ressentido por uma vaga saudade,
como se os sonhos estivessem embriagados,
entorpecidos pelo frenesi das ilusões...
Os foliões despem suas fantasias,
mas vestem as máscaras com as quais enfrentarão
a realidade que constrói o dia a dia,
na ânsia de reter qualquer coisa da alegria,
como se a vida fosse um eterno carnaval.

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Santos-08/03/11-14:50

terça-feira, 1 de março de 2011

EMPATIA
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(Fátima Guerra)
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Pode ser primavera,
mas quando você chora,
as flores despencam da minha paisagem.
Pode chegar o inverno, mas vendo o seu sorriso,
o sol derrete a neve,
e abre passagem...
Sou um eco da sua voz, espelho dos seus sonhos,
reflexo das suas esperanças,
assim como sou parte das lembranças
e serei parte do que ainda virá...
Somos cúmplices do amor,
é a empatia entre a flor e o beija-flor
que a encontrar.
Santos-01/03/2011-23:15

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

RESISTINDO
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(Fátima Guerra)
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Não tentes me fazer
menor que sou
nem dissipar meu sonho
com a ironia,
pois se em teu peito
O amor já se apagou,
no meu, ele renasce todo dia
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Santos-23/02/11-23:45:00

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

ENQUANTO DURMO
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(Fátima Guerra)
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Como de costume,
há uma fresta aberta na minha janela,
por onde a noite me espia
e por onde espio o céu imenso...
Recostada nos meus travesseiros,
na penumbra do quarto,
no silêncio das horas sonolentas da madrugada,
imagino aqueles que vagam pelas ruas,
crianças abandonadas nas calçadas,
seres anônimos, frutos da indiferença...
Penso naqueles que precisam de uma palavra
de conforto ou esperança, de um sorriso a dizer que
tudo ainda é possível,de um olhar a mostrar
que não são invisíveis,de um milagre que só os carinhos
verdadeiros conseguem realizar...
Penso também nos meus, naqueles a quem
quero tanto bem,no que poderia ter feito e não fiz,
em tudo quanto gostaria de realizar enfim.
Meus olhos pesam, mas o sono não chega.
Sinto como se minha alma ganhasse asas,
como se quisesse romper as amarras,
como se pudesse sair de mim, ir além,
visitando o universo sem fim.
Ah!, tomara que eu adormeça, e que
minha alma possa realizar esta ventura:
ir visitar a cada criatura,
depositando nelas um toque de fraternidade,
para que eu, enquanto durmo,
possa sonhar com tal felicidade.
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Santos-09/02/2011-22:45

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

SIMPLESMENTE EU
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(Fátima Guerra)
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Gosto de dormir com as janelas abertas,
porque o céu me faz falta.
Gosto do brocado das noites escuras
e das cintilações das primeiras horas das manhãs.
Gosto das coisas simples, dos sorrisos fáceis, da espontaneidade,
dos carinhos sinceros, da atenção de um amigo,
de um abraço apertado, da cumplicidade de um olhar...
Gosto dos que gostam de mim,
e não me preocupo se alguém, por fim,
não entende quem sou,
não me percebe nem me adivinha.
A ternura me encanta
a vulgaridade me espanta.
Gosto de poder querer bem alguém,
sem dizer a ninguém,
pelo simples prazer que este querer nos traz.
Sou espelho e sou reflexo,
sou eu mesma e também sou
aquilo que você me faz.
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Santos-08/02/11-21:40

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

AMOR, NADA MAIS
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(Fátima Guerra)
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Quero um amor que seja assim
como um simples dia da semana,
sem sobrenome e sem cerimônias,
reconfortante e inebriante
como o aroma do café fresquinho,
impregnando os vestígios da tarde...
Quero um amor de pijamas folgados,
cabelos molhados pela água do banho,
fragrâncias de lavandas e talco perfumado,
aconchegante como um edredom floral e um abajur aceso...
Quero um amor para sentar-se à mesa,
provar do meu pão, bebericar o vinho,
comer pipocas e desfiar conversas,
apreciando o tempo através das vidraças...
Quero um amor que, ao pronunciar meu nome,
deixe no vento o rastro de um sorriso,
que esteja ao meu lado e, quando for preciso,
me deixe ficar só,
sem solidão alguma.
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Santos-04/02/2011-09:30

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